terça-feira, 16 de julho de 2013

Lei Seca e a Umbanda


Não são apenas os fãs de Happy Hour que terão que mudar seus hábitos com a Lei Seca, que proíbe o consumo de álcool pelos motoristas. Os adeptos de alguns cultos religiosos também terão de dar um jeito de se adaptar aos rituais nos terreiros brasileiros.

A Lei Seca multa o motorista com 0,05 mg/l de álcool no sangue. Essa nova medida de prevenção de acidentes no trânsito esta valendo desde 21/01/2013 e o conteúdo dessa Lei prevê multa de R$ 1.915,30 para os motoristas flagrados sob efeito de álcool. Além do bafômetro, as autoridades podem se utilizar de testes clínicos, depoimentos, testemunhos, fotos e vídeos para comprovar embriaguez do motorista.

A questão da Lei Seca e o uso de bebidas alcóolicas pelas entidades, durante a gira, tem sido alvo de discussões nas redes sociais e nos terreiros. Esses são alguns dos questionamentos levantados:

1) Com a criação da Lei Seca, onde a tolerância para a presença de álcool no sangue dos motoristas é praticamente zero, como ficam os médiuns cujas entidades ingerem esse tipo de bebida?

2) Os Guias entenderão as leis humanas e passarão a adotar outras práticas, abolindo o uso do álcool?

Muitos estudiosos e médiuns alegam que não tem nenhum problema o uso do álcool durante os trabalhos porque os Guias levam quase tudo, inclusive o cheiro da bebida. Diante dessas afirmativas, temos uma boa oportunidade, mesmo que forçada, para que o bafômetro e possíveis exames hematológicos, verifiquem a veracidade destes conceitos. 

As questões colocadas são pertinentes e tentamos respondê-las aqui: 

As entidades que se manifestam em nossos terreiros o fazem por amor às criaturas humanas, trazendo ensinamentos e o alento para aqueles que recorrem a Umbanda para a solução de problemas, por isso, acreditamos que essas entidades estão livres de vícios e das mazelas típicas de espíritos que ainda não se libertaram das impressões terrenas, mas, na realidade, os espíritos trabalhadores da Umbanda evoluem dentro de suas próprias linhas e com isso, não utilizam o tabaco e o álcool por vício. As entidades manipulam os elementos contidos nesses produtos, em benefício do médium e dos consulentes, muitas vezes os utilizando para descarregar o próprio médium das cargas que se acumulam durante os atendimentos.

Esse é um tema muito polêmico, que deve ser discutido dentro de cada terreiro, mas, enquanto a legislação não prevê exceção para entidades/médiuns, recomendamos:

"SE INCORPORAR E BEBER, NÃO DIRIJA"

Fonte: Estudo da Umbanda

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