segunda-feira, 13 de julho de 2015

A Bebida e o Fumo na Umbanda

Se tratando da Umbanda, um dos assuntos mais polêmicos existentes nessa religião, diz respeito a bebida e o fumo utilizados nas Giras, pelas entidades de Luz. 

A Umbanda, para os desinformados, é conhecida como "baixo espiritismo", classificando as entidades em grau evolutivo inferior, pelo fato de que quando se manifestam em seus médiuns, grande parte, utiliza desses "recursos materiais".  

Para os instruídos e doutrinados, o fumo e a bebida são de grande importância, pois é utilizada a energia desses elementos, para a realização dos trabalhos feitos pelas entidades, seja ele qual for. Mas, isso não quer dizer que é necessário que em todo trabalho haja o uso desses elementos, que todas as entidades os utilizem e que sejam necessariamente os mesmos (tanto o fumo quanto a bebida).



Vamos entender como esses elementos funcionam separadamente e como atuam:

A Bebida:

Com o álcool, utilizado por algumas linhas e algumas entidades, há a manipulação dos elementos água e fogo, com o intuito de descarregar o próprio médium das cargas negativas que vão se acumulando durante os trabalhos realizados. 

Uma outra função da bebida, muito usado pelas linhas da direita, é usá-los como o “Contraste”, que é quando a entidade manipula a bebida e faz com que o consulente a beba em pequena quantidade, o suficiente para que possa visualizar seu organismo, mostrando algum problema que deve ser cuidado.

Além disso, o álcool propicia ao médium um entorpecimento de suas faculdades, facilitando o trabalho das entidades, proporcionando mais liberdade de ação durante o processo de incorporação, porém, o álcool consumido pelo médium é dissipado no trabalho, ficando em quantidade reduzida no organismo. 

O perigo neste caso é o animismo, ou seja, o médium consumir a bebida em grandes quantidades por conta própria e não na quantidade que o Guia acha apropriada. Nestes casos, pode ser que o Guia vá embora e deixe o médium sob os efeitos da bebida que consumiu sem necessidade.

Os Guias manipulam estas bebidas onde temos para elas o nome de “curiador” (a bebida correta para cada linha de trabalhos), sendo assim, entendendo as importantes funções do álcool nos trabalhos, vamos conhecer a bebida utilizada por cada linha:

* Caboclos: em sua grande maioria, água;
* Preto-velho: em sua grande maioria, café;
* Crianças: guaraná ou suco de frutas;
* Baianos: água de coco ou batida de coco;
* Boiadeiros: cerveja escura;
* Marinheiros: cerveja clara e alguns bebem rum;
* Exú: Pinga, Whisky, Vinho e outros tipos variando de acordo com a entidade;
* Pombo-Gira: Champagne, Sidra e outros tipos variando de acordo com a entidade.

É comum se notar condenações a Exús e Pombo-Giras pelo uso das bebidas constantes em seu trabalho. Costumam dizer que são espíritos atrasados e ligados ao plano terreno, necessitando da bebida e do fumo para satisfazer seus vícios. Esta errado. Estas linhas estão em faixas vibratórias mais próximas as da Terra e necessitam da energia retirada desses elementos para poderem realizar seus trabalhos.

Isso não quer dizer que essas entidades, só se utilizam do álcool, para realizarem seus trabalhos. Vamos pegar como exemplo médiuns que estão tomando medicamentos (alguns não podem ser vinculados ao álcool), que passam por obrigações e preceitos e não podem, por um período, ingerir a bebida alcoolica. Nesse caso, os Guias entenderão as condições do médium e respeitarão, trabalhando sem o álcool.

O Fumo:

O fumo é vegetal e traz os componentes terra e água em sua composição, e os elementos ar e fogo quando utilizado na defumação. Portanto, quando utilizado pelas entidades, carrega os quatro elementos básicos e fundamentais na Umbanda - Terra, Água, Ar e Fogo - além do próprio elemento vegetal.


Analisando o fumo através de suas características vegetais, possui grande importância nos trabalhos. Durante o desenvolvimento do vegetal na natureza, ele utiliza elementos que juntos caracterizam uma grande e forte magia. Utiliza-se de elementos (energia solar, água e sais minerais) presentes no meio ambiente e no solo onde esta sendo cultivado. 

Quando as entidades se manifestam em seus médiuns, podemos observar que, não tragam a fumaça, apenas enchem a boca com fumaça e expelem baforadas para o ar ou sobre o consulente. Nesse momento, a entidade esta o defumando e realizando uma limpeza energética. 



Pode-se perceber, então, que tanto o álcool quanto o fumo são verdadeiras, úteis, necessárias e grandes ferramentas de trabalho. Mas, se preciso for ou se o médium não quiser que as entidades utilizem-as, os guias irão respeitar sua decisão e continuarão com seu lindo trabalho.

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