quarta-feira, 22 de julho de 2015

Indumentária Umbandista

Tudo na Umbanda possui um fundamento, isso todo mundo, em sua grande maioria, sabe. Mas, poucos sabem o fundamento das vestes brancas e se perguntam por que um local de caridade e que não incentiva a vaidade, utiliza tantos "panos" assim. A explicação é simples para ambas as perguntas.

Uma das primeiras coisas que aprendemos na escola é que as cores são divididas em: primárias, secundárias e terciárias e que com a junção de todas elas temos o branco. Isso foi cientificamente provado por Isaac Newton, quando pintou um disco com as cores do arco-íris e o colocou em rotação rápida. Nesse experimento, o olho passa a ver o disco com a cor branca, resultado da “mistura” das cores do arco-íris.



Tá, mas qual a relação disso com as vestes brancas e a Umbanda?

Oxalá esta associado a cor branca, pois, assim como a cor branca contém dentro de si todas as demais cores, a Irradiação de Oxalá contém todas as demais irradiações. 

Então, quando você veste a roupa branca, cria-se um campo fluídico à sua volta, evitando o contato com energias nocivas e negativas. Além disso, é uma cor relaxante, que induz a calma, tranquilidade, sensação de assepsia e paz espiritual.


E quando o vestuário foi tido como necessário?

Veja bem, uma das bases trazida pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, no anúncio da Umbanda no plano físico, diz respeito a igualdade.

O destaque individual é algo que jamais deverá existir. Somos meros veículos de manifestação da espiritualidade e, além disso, somos elos iguais de mesma força e importância neste campo de amor e caridade denominado Umbanda. 

Assim, quem adentra em um terreiro na esperança de cura ou melhora de seus problemas, jamais terá a possibilidade de identificar no corpo mediúnico, todos com trajes iguais, eventuais ou supostas diferenças intelectuais, culturais e sociais. 



As Roupas:

As roupas variam de acordo com o que a casa, em que se trabalha, opta por ser adotado. Porém, se tratando de uma casa de caridade, respeito e que não preza a vaidade, deve-se tomar cuidado e, de preferência não utilizar, batas decotadas, blusas de alcinhas ou “baby-look” e calças de cintura baixa. Além disso, é necessário que tanto o homem quanto a mulher, tomem cuidado com a transparência de suas roupas. 

Em nossa casa, por exemplo, os homens usam camiseta (com o símbolo da nossa Casa) e calça de moletom. As mulheres utilizam camiseta, calça ou legging comprida, saia, torço e atraque. Entretanto, seja qual for a casa e quais forem as vestes, é fundamental que as roupas sejam conservadas limpas e bem cuidadas já que elas integram seu material de trabalho.

Torço: Mais conhecido entre os médiuns por Pano de Cabeça, o Torço é feito de um tecido chamado Ojá, que cobre a cabeça do médium, na função de proteger a coroa (ORI).

Atraque: Muitos fazem uma analogia com o Pano da Costa utilizado no Candomblé. Podem até assemelhar-se no tamanho, porém o Pano da Costa é utilizado para cobrir a cabeça do médium quando esse incorpora um Orixá. Já o Atraque é utilizado pelas mulheres, não só como uma outra forma de proteção, mas também como uma forma de "encobrir" o corpo da mulher. O Atraque é colocado abaixo do braço, cobrindo toda a parte dos seios até a cintura, uma vez que as mulheres possuem um corpo com muito mais curvas e detalhes (como os seios), do que o homem. Esse encobrimento ocorre, pois a Umbanda como já dito acima, não preza a vaidade e sim a igualdade. Assim, a mulher não possui um destaque por seu corpo.

As Roupas na Gira de Esquerda:

O vestuário, nas Giras de Esquerda, também varia de acordo com a casa. Há casas que permitem que os médiuns iniciem os trabalhos com roupas pretas e vermelhas e outras permitem somente a utilização dos adereços.

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